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Telecomunicações

Telefônica Vivo incentiva pesquisa sobre IoT em Universidade Paulista

Telefônica Vivo incentiva pesquisa sobre IoT em universidade paulista

EDILEUZA SOARES

11 de julho de 2014 – 17h50

 

Depois do aumento exponencial dos celulares, a próxima onda de crescimento das telecomunicações será impulsionada pela Internet das Coisas ou a Internet of Things (IoT). Como um potencial mercado para negócios, essa área começa a movimentar operadoras de telefonia. 

A Telefônica Vivo é uma das que está criando um ecossistema no Brasil e busca parceiros para desenvolver aplicações que conectem objetos e sensores com ajuda da nuvem. Um dos elos de sua cadeia são as universidades, que precisam formar mão de obra para atender as novas demandas.

Para se aproximar dessas instituições de ensino superior, a Telefônica Vivo vai inaugurar um centro de pesquisa sobre IoT na Faculdade de Engenharia Industrial (FEI) e fechou acordo com Instituto Mauá de Tecnologia de São Caetano do Sul (SP). 

Durante todo este ano, alunos do curso de Engenharia de Controle e Automação, matriculados na disciplina eletiva “Programação de Interfaces com Dispositivos Móveis” estão aprendendo a programar celulares e a fazer a interação das aplicações com objetos.

As aulas são ministradas tanto por profissionais do Centro de Inovação da Telefônica Vivo quanto por docentes da Mauá, o que proporciona uma troca de conhecimento dos alunos com profissionais do mercado. A aliança tem o objetivo de preparar os futuros engenheiros para interagirem com a nova onda da web. 

Jacques Chicourel, gerente do Centro de Inovação da operadora no Brasil, afirma que há planos para expansão da parceria para outras instituições de ensino. Com apoio das universidades, o executivo acredita poder acelerar pesquisas para aplicações de IoT e atender a necessidade do mercado local.

O gerente da Telefônica Vivo avalia que IoT tem um grande potencial de negócio no Brasil. Ele diz que a operadora está recebendo demanda para desenvolvimento de aplicações. Entre as áreas que a companhia aposta estão as verticais de finanças, logística, saúde e varejo.

Demandas do mercado

Um dos projetos é um piloto para um grande banco, que testa a IoT para monitorar a temperatura dos ambientes de Caixa Eletrônico. Por meio de sensores controlados pela nuvem, a equipe de manutenção poderá tomar decisão quando constatar que o aumento do aquecimento no local pode danificar ao ATMs. 

Segundo Chicourel, essa é apenas uma das funcionalidades da IoT em ATM, que podem usar sensores para controlar a luminosidade, passagem de energia de alta tensão e outras ocorrências que não são percebidas a olho nu. A vantagem desse tipo de conectividade, de acordo com o executivo, é que eles podem ser controlados pela cloud, reduzindo custos.

O Centro de Inovação tem uma vertical dedicada a projetos de IoT, que está acompanhando outros testes demandados pelo mercado corporativo. São aplicações que usam plataforma para conectar objetos e sensores com sistemas de ERP, CRM, chão de fábrica e outras ferramentas. 

“Estamos estruturando nossa cadeia de IoT para fornecer ao mercado corporativo desde a conectividade até as aplicações”, conta Chicourel, destacando a necessidade da operadora de trabalhar com uma equipe multidisciplinar e uma gama variada de parceiros com fabricantes e universidades.

Alguns produtos desenvolvidos pela matriz na Espanha também podem ser tropilicalizados, mas muitos serão criados localmente de acordo com a necessidade dos clientes. “Nosso objetivo é ser uma referência em IoT”, diz o gerente do Centro de Inovação da Telefônica Vivo no Brasil.

 

*Fonte: ComputerWorld – Edileusa Soares

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